quarta-feira, 30 de março de 2011

Guerreiro!!!




Depois de muitos anos, José Alencar, perdeu a batalha contra o câncer.

Mas o que fica disso tudo, foi como ele encarou de frente a doença, sem ter medo da morte. Toda vez que ele saia do hospital, a mensagem de José Alencar, era e sempre foi de otimismo, sem deixar a peteca cair.

Alguns colegas de trabalho, falaram que se ele fosse pobre, não teria passado da segunda cirurgia. Que só ficou vivo porque tinha dinheiro e se tratou em clínicas particulares. Pode até ser tudo isso, mas não quero entrar no mérito da questão. Prefiro acreditar (e acredito) que só Deus sabe a nossa hora de partir e se antes não foi o momento de José Alencar, é porque não era para ser.

Que essa luta que Alencar teve, sirva de lição para outras pessoas que têm ou terá um dia essa doença.

Certamente ele está em um ótimo lugar agora.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ele é o cara!



"Puta que pariu, é o melhor goleiro do Brasil, Rogériooooooo".

Mito, lenda, ídolo, polêmico goleiro-artilheiro...

Há muitas definições para Rogério Ceni. Ele fez seu gol de número 100 na carreira. Uma carreira vitoriosa de um jogador que nunca se envolveu em alguma polêmica pessoal. Na carreira profissional é outra história.

Infelizmente não tem muitas chances na seleção porque é sincero, fala o que pensa e não fica babando ovo de ninguém.

Aos olhos dos outros, ele pode ser visto como arrogante, prepotente, mas o que sempre quer na sua carreira, é sair vitorioso, não aceita perder de jeito nenhum. E como diria uma frase que me falaram há algum tempo: "Quando você for fazer algo, não faça para tentar ser o melhor, e sim, faça para ser O MELHOR.

Esse é Rogério Ceni. Tudo que ele faz é para ser o melhor, para superar os outros. Se isso for arrogância, prepotência, que me desculpe os verdadeiro arrogantes e prepotentes em questão.

Que sua falecida mãe, tenha orgulho do filho que colocou no mundo. Obviamente ele queria ter dividido essa alegria com ela em vida. Não deu, mas lá de cima, ela está orgulhosa do filho que tem.

Há tempos que meus olhos não marejavam pelo futebol, mas ontem, após o gol de Ceni que custei acreditar, até ver ele saindo comemorando, meus olhos marejaram de alegria e orgulho que tenho por esse cara.

Não sei se na minha vida de jornalista vou conseguir entrevistá-lo. Espero que sim, pois vai ser um marco na minha carreira.

Fico imaginando quando ele se aposentar. Como os torcedores do São Paulo vão reagir. Certamente estarei na homenagem feita a ele. Não vou dizer que vai ser como jornalista, mas tenho certeza que vai ser como torcedor.

Parabens Rogério por esse 100º gol. Você mais do que ninguém merece.

A contagem da FIFA que diz que ele tem 98 gols, isso é mero detalhe. O Rogério, eu, seus familiares, torcedores do São Paulo, querem que a FIFA se foda. Apesar que no site deles, está lá o grande feito desse cara extraodinário.

Como torcedor, posso dizer uma coisa: "Todos tem goleiro, mas só nós (são paulinos) temos Rogério Ceni".

Quando a solução, não é mais uma solução



"Para morrer, basta estar vivo".
Essa frase faz muito sentido. Pode ser assustador, mas é a realidade do fato.
Fim de semana trágico, estarrecedor, mas que ao mesmo tempo, pode fazer com que nós seres humanos possamos pensar nas nossas vidas.
Ontem estava conversando com uma amiga pelo msn e na conversa, ela me disse que ficou sabendo que um amigo dela havia se suicidado porque a ex-namorada não queria reatar o namoro.
Papo vai, papo vem, eis que abro a página da UOL e leio que a atriz Cibele Dorsa, havia cometido suicídio. Fiquei em choque, por alguns motivos e, talvez, alguém que leia esse blog, possa achar que eu esteja sendo irônico com o fato. Não, não estou e nem teria motivo para isso.
Infelizmente, esse é mais um dos casos que acontece no mundo afora. Tenho certeza que ao escrever esse post, alguém esteja cometendo um suicídio por aí.
Lendo atentamente a carta que Cibele deixou para uma revista antes de seu suicídio, ela afirmou que ia cometer tal ato feliz e em paz e que não estava mais agüentando viver sem o único homem que a fez feliz, o apresentador Gilberto Scarpa, que por sinal se matou no mesmo prédio que apartamento que Cibele morreu. E lendo esse trecho, a única conclusão que cheguei é que o ser humano faz aquilo que sentir vontade de fazer, portanto...
Li alguns questionamento sobre o fato na página do facebook dela. Vi críticas a Cibele, por ela ter passado por cima do amor que tinha pelos filhos dela, e se matado por amor a outra pessoa, ou seja, o último companheiro dela.
Mas independente disso, acho que deveríamos respeitar esse momento. Como disse em outro post, alguns dias atrás, é cômodo julgar. Mas de fato é que nós deveríamos entender a situação.
O que eu tiro de tudo isso? Imagino que em algum momento de nossas vidas, temos que precisar de algum psicólogo. Talvez seja isso que tenha faltado a ele e tantas pessoas que cometem tal ato. Não sei, é uma simples opinião e não vou entrar no mérito da questão, pois não convivia com ela. Só as pessoas próximas a Cibele, tem o poder de argumentação sobre isso.
Término de um namoro, perda de um ente querido, de status financeiros. Tudo isso mexe com o psicológico da pessoa. E nessas horas, um psicólogo é uma possível saída para tentar resolver os problemas. Digo isso, porque freqüento um.
Não, eu não pensei em momento algum da minha vida me desfazer dela, até porque esse não foi o principal motivo de estar indo a uma terapia. Só estou tentando mostrar que tem várias saídas para resolver um problema na vida.
Enfim, que a Cibele possa ter encontrado a verdadeira paz em um mundo completamente desconhecido de nós que estamos vivos.

domingo, 27 de março de 2011

De uma hora para outra podemos não pertencer mais a este mundo



"Quase morri a menos de vinte e duas horas atrás..."

Na realidade foi um pouco mais de vinte e duas horas, mas quis tentar colocar no verso musical da Legião Urbana.

Medo, receio, susto. Tudo isso eu posso dizer que passei ontem pela manhã quando saí de casa.

Um calor escaldante, fui ao banco tirar o extrato da minha conta. Como sempre faço, dei uma corridinha para chegar mais rápido no local e ir visitar um amigo.

Corri. Entrei no banco para tirar o saldo no caixa eletrônico, eis que meu coração começa a bater aceleradamente mais do que o previsto, o suor começa a me consumir e molhar inteiramente minha camisa e a minha visão escurecer. Pronto, minha pressão caiu.

Me apoiei no caixa eletrônico e ao mesmo tempo vendo o saldo da minha conta. Achando que estava melhor, sair do banco, mas de repente tive que voltar porque lembrei que tinha deixado meu cartão preso na máquina. Definitivamente não lembrei que o tinha deixado lá.

Peguei o cartão, saí do banco ainda não muito bem, mas achando que estava e resolvi atravessar a rua e passar na padaria para comprar um suco, imaginando que fosse melhorar.

Entrei na padaria, comprei o suco e aí um fato estranho me aconteceu. Em poucos segundos, estava do outro lado da rua, voltando para casa. Não sei como, mas eu esqueci literalmente o suco no balcão e atravessei. Creio que se tivesse passando algum carro naquele momento, certamente iria ser atropelado.

Enfim, não entendendo muito bem o porque eu estava do outro lado da rua, voltei até a padaria e vi minha carteira no chão e, consequentemente, o suco no balco. Peguei a carteira, paguei o suco e fui embora. Sentei para beber na porta de um bar que estava fechado.

Sim, fiquei com medo. Imaginei que naquele momento, minha vida neste mundo poderia ser encerrada.

Posso dizer que não é a primeira vez que isso acontece. Há uns dois atrás, ou um pouco mais, aconteceu a mesma coisa quando fui a uma entrevista do emprego. Me recordo que também estava muito calor, eu sai atrasado, então resolvi correr. Lembro que comecei a passar mal no Metrô e todos os sintomas que aconteceu comigo ontem, ocorreu naquele dia. Sem tirar e nem por.

Foi um susto e realmente deu muito medo. Obviamente vem a sua vida toda na cabeça. Fiquei com receio de correr ontem o dia todo. Fui para a reunião de pauta de uma revista que sou voluntário, totalmente "bêbado" de tão tonto que eu estava.

Se isso vai acontecer novamente? Não sei. A única coisa que temos que ter certeza nessa vida é que para morrer, basta estar vivo.

"Hoje aqui amanhã não se sabe, vivo agora antes que o dia acabe..."

segunda-feira, 21 de março de 2011

É preciso ter carisma



Algum tempo atrás eu li uma frase que dizia que: "As pessoas são cativantes ou monótonas". Inclusive, até utilizei essa frase no post "APRENDI".

E no meio de toda a repercussão da visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aqui no Brasil, o que me chamou atenção não foi todo o esquema de segurança feito ao redor dele, até porque isso era previsível. O fato e o ponto chave dessa visita é o carisma que esse cara tem.

Foi muito legal, principalmente nas reportagens feitas pelo Fantástico, o sorriso leve e sincero que ele tem, a humildade, simpatia, carisma. Isso são para poucos e definitivamente ele tem tudo isso.

Obama batendo uma bolinha com as crianças da Cidade de Deus, acenando para a povo da comunidade, se esforçando para falar algumas palavras em português no seu discurso no Teatro Municipal. Foi incrível.

Aí pela TV, a gente e olha e diz: "Como o cara mais poderoso do mundo, pode ser tão humilde?". Isso vem de berço e Obama certamante soube cativar ao longo da vida.

Será que se fosse o Bush iria acontecar a mesma coisa? Bom, é só ver aquela imagem de um jornalista atirando o sapato nele. Já não precisa dizer mais nada.

Além de Obama, um outro presidente carismático que vi nos últimos tempo foi o Lula. Gostando dele ou não, temos que aceitar o fato do cara ser popular, carismático.

Não sei qual a popularida de Obama nos Estados Unidos, mas é fato que no carisma, ele ganha fácil de muitos presidentes que comandou aquele país.

Carisma a pessoa tem ou não. Ela nasce com isso. Acredito que algumas pessoas que são fechadas, tentam ao longo da vida ter um certo de carisma. Nem todas conseguem, pois é um pouco difícil. Mas é sempre bom tentar, né?

Realmente me surpreendeu muito o jeito carismático de Obama. E que ele continue assim, pois só tem a ganhar.



 

domingo, 20 de março de 2011

A serventia de um blog





Meu querido diário!
Diário? Ué, não deveria ser “Meu querido blog”?
Não só deveria, mas como realmente é.
Eu nunca parei para pensar o porquê queria fazer um blog. O quão de interessante eu teria para oferecer nesse espaço.
Uma coisa é você criar um blog para que ele sirva para você escrever sobre algo profissional, como tantos têm por aí. Outra coisa é você criar um blog pessoal, para conta da sua vida e do seu dia a dia.
Quando eu decidi criar esse meu blog pessoal, estava num momento meio conturbado da minha vida. Um momento de decisões ou indecisões, de alguns erros capitais, enfim, em um momento vamos dizer de “Ou vai, ou racha”.
Acompanho o blog de uma mulher há algum tempo, e vi que temos algum em comum.  O fato de utilizar nossos blogs para desabafar geral, ou quase isso. Creio que nem eu, nem ela e nem ninguém usa o blog para colocar todas as coisas que passam na nossa vida. Tipo 100%, sabe?
Enfim, fui elogiar ela pelo blog, pois me identifiquei e na resposta ela falou uma coisa que eu achei legal: “Eu uso esse blog para colocar tudo para fora mesmo. Acaba me fazendo bem, pois enquanto escrevo, altero a perspectiva e consigo ver as coisas com mais clareza”.
Bingo!
Nunca tinha parado para pensar nisso, mas é o que acontece comigo também. Em algum momento de revolta, decepção, medo, indecisão, vou para o blog e desato a escrever, a lembrar de coisas, sejam elas boas ou não. E talvez, nesses desabafos, eu acabo achando algumas soluções.
Obviamente, escrevo de outras coisas também no meu blog, acho isso saudável. Ficar só “vomitando” problemas no blog, não dá.
Pelas estatísticas, vejo que algumas pessoas lêem o meu blog. O que elas pensam? Não sei!
“Diretamente” duas pessoas vieram falar sobre os posts que escrevo. Uma diz que além de acompanhar, se identificou com um post referente a cartas e objetos do passado que ficam guardados. Outro, um conhecido da faculdade, disse que gosta de ler o meu jeito peculiar de escrever.
Bom, pelo menos há algum reconhecimento...rs.
Repito: Não sei o que as pessoas quem lêem o blog acham, mas desde o início comecei a escrever, porque de algum jeito eu teria que botar para fora as coisas que eu sinto. E posso dizer que isso está me fazendo bem, independente dos textos que eu escrevo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Repórter que é repórter



Texto tirado do blog Desilusões Perdidas


Repórter que é repórter é um curioso.

Observa, desconfia, questiona, pesquisa, investiga, apura, vasculha, sonda, estuda, fuça, persegue, bisbilhota, sabatina, faz lucubrações. Abelhudices.

Repórter que é repórter tem coragem de ir pra Líbia, Egito, Afeganistão. Repórter que é repórter tem boas fontes. Tem sorte.

Repórter que é repórter faz malabarismos pra sobreviver. É artista de circo, respeitável leitor. Doma entrevistados ferozes. Tira leads da cartola. Anda na corda bamba do emprego. Repórter que é repórter é o palhaço que ri de si mesmo.

Repórter que é repórter sabe que não muda o país. Repórter muda de país. Vira correspondente ou vai se reciclar em Londres. Repórter adora se reciclar em Londres. Repórter que é repórter sabe que não salva o mundo. Repórter salva, no máximo e quando não esquece, o texto que está escrevendo.

Repórter que é repórter tem o olhar apurado. É o menino que espia o banho da prima pelo buraco da fechadura.

Tem o ouvido apurado. É o vira-lata que levanta a orelha a qualquer zunzunzum.

Tem o olfato e o tato apurados. Mete o nariz onde não é chamado. As mãos, os braços, as pernas. Mete o corpo inteiro.

Tem o paladar apurado. Assessor, jamais ouse servir a um repórter coxão duro como se fosse filé mignon ao molho madeira numa coletiva de imprensa!

Repórter que é repórter tem um sexto sentido do caralho.