domingo, 5 de dezembro de 2010

Acabou!



É, depois de quatro anos estou formado. Eu e a galera de jornalismo da sala 12.

A saudade já começou bater. Só de imaginar que daqui para frente quando chegar próxima as 19hr, saber que não vou mais pra faculdade, para dar risada, conversar sobre vários assuntos com alguns amigos, entre outras coisas, é um pouco estranho. Mas um dia isso iria ter que acontecer.

Agora cada um vai para seu lado, viver sua vida. Claro que vamos manter contato, mas vai ser bem pouco. Me lembro que as pessoas no qual estudei no ensino médio, só converso com três ou quatro, enfim...

Cada um vai lutar pelo seu espaço no jornalismo e espero de coração que todos vençam nessa profissão.

O dia da banca foi inesquecível. Mistura de tensão, confiança, emoção até o final. Nunca ouvi relatos de que algum professor tenha se emocionado com um trabalho de TCC, como aconteceu com o meu orientador, professor Eduardo. Cara, aquilo simplesmente vai ficar na minha memória por muito tempo.

Dos oito grupos, três tiraram 10, inclusive o meu. Mas acima de qualquer nota daquela banca, o importante é que todos chegaram no objetivo final. Um objetivo de ser formar e de seus familiares sentirem-se orgulhosos.

Lembrarei com carinhos as brincadeiras, risadas, diversões vividas nesses quatro anos. Diversas vezes que fomos ao Altas Horas, Programa do Jô, as diversas palestras com jornalistas, todas as vezes que jogamos futebol, a ida na pizzaria.

Para finalizar, iremos para praia no fim de semana que vem. Certamente vai ser muito legal.

Agradeço a todos que fizeram parte da minha nesses quatro anos. Fiz alguns amigos, mas independente disso, respeito a todos daquela sala.

Cada um tem sua personalidade, seu modo de ser e isso que é o mais importante de ser lembrado.

As brigas? Ah, isso deixa pra lá!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

História da vida de um nordestino



Antes de mais nada, quero dizer que esse texto que irei postar, foi tirado de uma disciplina que tive na faculdade. Tinhamos que pegar a história de uma pessoa e fazer o perfil dela. E foi isso que eu fiz. Então, sigam a leitura.

Eram 10h da manhã de um sábado ensolarado, quando entrei no bar que fica na rua Protocolo, localizado no bairro do Ipiranga, e ouvi a pergunta do proprietário do bar ao seu mais assíduo cliente: "Seu Antônio, você assistiu o Globo Repórtes ontem?". A resposta veio imediata e em tom de brincadeira: "Não, pois eu estava fazendo sexo nesse horário". Todos caíram na gargalhada.

O dono do bar é Manoel Arruda de Oliveira, 59 anos, baixinho, gordinho, que usa óculos e é natural da cidade de Frei Miguelino, no estado de Pernambuco. Há 34 anos aqui em São Paulo, Manézinho, como é conhecido por todos na rua Protocolo, é considerado por muito gente, inclusive seus familiares, uma pessoa honesta, que gosta de trabalhar e que se preocupa muito com suas dívidas.

Casado, pai de três filhos (dois homens e uma mulher), Manoel começa nossa conversa reclamando do seu filho do meio, Rodrigo, que foi passar o fim de semana na praia. "Poxa, em vez de ficar aqui e me ajudar, ele quis ir para a praia com os amigos. E quando está em casa, fica jogando vídeo game. E o Renato (filho caçula), então? Esse saiu de casa, foi viver com a namorada, mas acaba sempre comendo e bebendo aqui na minha casa. Como é que pode uma coisa dessas?", esbraveja ele nervoso, mas com lágrimas nos olhos.

Ele só se acalma ao falar de Jaqueline, sua filha primogênita. Orgulha-se por ela estar noiva e sempre lutar pelos seus objetivos. Não nega que ama os filhos incondicionalmente, mas como todos estão trabalhando, acredita que eles são obrigados a ajudar nas despesas da casa. Seu Manoel só teme que quando não estiver mais trabalhando, os filhos passam não dar assistência a ele. Crê que a família é um alicerce de tudo.

Antes de vir para São Paulo, trabalho na roça lá no nordeste. Quando chegou a cidade grande, ele passou fome e dormiu na rua.

Explicou-me que quando ajeitou sua vida aqui, começou ganhar muito dinheiro. Iludido e encantado com tanto dinheiro, não soube valorizar e gastou tudo na farra com mulheres, amigos e bebidas.

É apaixonado por dona Maria José, sua esposa. Com todas as dificuldades que enfrentou na vida, ela sempre esteve ao seu lado. "Se fosse qualquer outra mulher, não teria aguentado tamanha pressão quando faltava dinheiro", diz ele.

Lembra-se bem do seu casamento. Estava vestido com uma camiseta, calça e sapatos simples (sendo um deles furado). Riu dessa situação.

Em 1978, chegou a ganhar 80 mil cruzeiros. Foi aí que seu chefe propôs uma sociedade. Por achar que o chefe roubaria todo o seu dinheiro, ele não aceitou a sociedade. Algum tempo depois de gastar todo o dinheiro e se ver em uma situação financeira difícil, seu Manoel foi pedir um emprego ao ex-patrão. Nesse momento, ele escutou: "Vai tomar no seu C..., pois quando eu propus uma sociedade, você não quis".

Hoje ele se lamenta por não ter uma vida estável. Ao mesmo tempo em que falou da sua vida com certa mágoa, seu Manoel deu risada desses acontecimentos e disse que tudo isso que passou, simplesmente "faz parte da vida".

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Até quando?



Há alguns dias, estamos vendo uma verdadeira "guerra" que está se alastrando em favelas do Rio de Janeiro.

Polícia Civil, PM, Forças Armadas, entre outros, resolveram tomar vergonha na cara e combater de fato o tráfico nas favelas e traficantes.

Não se fala mais disso. É na televisão, no jornais impressos, mídia eletrônica e por aí vai. Claro que isso se tornou público mundialmente. Acredito até que nas aulas na escola, faculdade, a discussão gira em torno dessa guerra entre policias e traficantes.

E tudo isso aconteceu, partindo de ordens de traficantes presos. Como assim?

Simples e objetivo: Advogados desses traficantes, que por sinal foram presos ou estão com o mandado de prisão expedido, são as pontes do traficantes que estão na cadeia e os outros que estão (estavam) escondidos nos morros afora.

Nesse balanço todo já tiverem traficantes mortos, feridos e presos, jornalistas e pessoas comuns atingidos por bala perdida.

Por conta dessa onda de violência toda, alguns babacas já querem manchar a imagem do Rio de Janeiro, falam que é um absurdo se fazer uma Copa do Mundo por aqui e blá, blá, blá.

Quem vê, pensa que a violência só paira no Rio. Talvez é a cidade mais afetada por isso, mas certamente tem em outros estados também. Quem não se lembra do toque de recolher que o PCC (Primeiro Comando da Capital), impôs aqui em São Paulo, alguns anos atrás?

A violência no Rio, é o mesmo que ocorre nos quatro cantos do mundo. São coisas que acontecem e vão continuar acontecendo no decorrer dos anos, décados e porque não, séculos. Claro que rezamos para isso diminuir, mas não vai acabar totalmente.

A ação da policias no morro do Alemão, está sendo perfeita até então, mas como disse o músico Tico Santa Cruz em seu blog: "Que só isso não adianta". O buraco certamente esteja mais embaixo. Só não vê, quem é cego.

Falando dos policias, no qual eu critiquei alguns no post POLÍCIA: SEGURANÇA OU MEDO?, eles ocuparam o morro todo, estão prendendo os barões do tráfico e dando aparente tranquilidade para os moradores. Esses sim, são os verdadeiros policias. Aqueles que honram as fardas que vestem.

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos, pois o que estã acontecendo no Rio, é uma novela da vida real.

Apesar disso tudo, o Rio de Janeiro continuará lindo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Agradecimento



Meu intuito ao começar a postar em um blog foi para passar o tempo.

Sei que algumas pessoas sempre dão uma olhada no blog. Não posso dizer que são poucas ou muitas pessoas, mas só o fato de ler, me deixa um pouco feliz.

Quando dá, eu compartilho meu blog com o facebook e algumas pessoas curtem, ou seja, se curtiram é porque leram. Uma pessoa especificamente comenta comigo sobre o blog. Até hoje teve um comentário de um amigo meu da faculdade.

Independente se comentarem algo ou não, o importante que possam ler o blog. Talvez eu ajude com alguma coisa, uma frase, uma lembrança e afins.

Por isso, muito obrigado a quem acompanhar. E continuem acompanhando.

Relembrando o passado: parte 2

conte sempre com o time of flash!

Essa semana andando pela vida afora, me deparei com cães nos lugares que passei. Animais dóceis balançando seus rabos, outro ferozes latindo em minha direção, outros nem aí com a vida, só brincando com seus donos, etc...

Novamente me peguei ao passado. Um passado um pouco distante, pois a última vez que tive um cachorro em casa foi a mais de 10 anos.

Com seis, sete anos de idade, tive o meu primeiro cachorro. Não sei se alguém deu, se eu achei na rua, enfim, REX foi o nome que dei para ele. Apesar de ser novo, lembro que esse nome era o mais popular entre os cães, então porque não seguir essa regra?

Não posso dizer o tempo que fiquei com REX, só sei que num belo dia, cheguei em casa e ele não estava mais lá. Lembro que os meus pais tinham dado para um idiota qualquer. Não sei porque eles tomaram tal decisão, mas senti um dor no coração, chorei, chorei e chorei. Realmente eu entendo quando vemos uma placa de: Procura-se um cão perdido. Os seus donos descrevem a cor dele, o tamanho, a raça, o nome e no final além de colocar que eles pagam se alguém encontrar, são também bem taxativos ao escrever: Criança doente.

Entendo isso, porque nos apegamos aos cães. Por isso dizem que eles são os nossos melhores amigos.

Nunca mais tive notícia do REX.

Dois anos depois, quando eu e meus pais mudamos para um escola, para tomarmos conta do lugar, o ex-morador da casa, deixou cadela lá. Neguinha era o nome dela. Todos nós nos apegamos.

Parece que ela entendia a gente, em todos os sentidos. Quando meu pai faleceu em 95, lembro que ela sentiu falta dele. Incrível.

Nesse meio tempo, Neguinha chegou a ter seus filhotes. Dois morreram no nascimento, outros a gente teve que dar para as pessoas, pois não poderiamos ficar com todos. Ficamos apenas com duas fêmeas, além é claro, da Neguinha. Demos o nome das duas fêmeas de Sapeca e Raquel, acho que era esse o outro nome.

Anos mais tarde, Neguinha faleceu e não foi por velhice. Um fdp qualquer que não tinha coração, um escroto mesmo, jogava carne envenenada no quintal de casa. Certamente ela foi comendo sempre e aos poucos, fez um buraco, no qual ela se abrigou até a morte. A gente preparava comida e levava para ela, só que era em vão. Nunca comia, deixava lá. Os dias foram passando e ela veio a falecer.

Mais uma vez doeu, mas essa dor foi mais intensa pelo modo que ela morreu.

Pode parecer piada, mas algum tempo depois, fizeram a mesma coisa com a Sapeca. A Raquel, tinhamos dado a um casal de amigos e ficamos com a Sapeca. Mais uma vez esse escroto não se fez de rogado e matou a Sapeca da mesma forma que fez com a Neguinha, ou seja, dando carne envenenada.

Horrível, muito horrível, pois a gente vai se apegando aos animais. Sempre gostei de cachorros, então talvez por isso tenha sentido o golpe. Mudamos daquela casa e nunca mais tivemos cachorro.

Talvez um dia eu venha ter novamente, não sei.

Um dia, uma pessoa que trabalhava comigo disse que os cães são tontos, porque quando eles fazem algo de errado, nós batemos neles e logo em seguida como se nada tivesse acontecido, eles vem abanando o rabo para o nosso lado, querendo uma atenção, um carinho.

Acredito que seja muito bom termos um cachorro em casa, pois brincamos com eles e quando estamos triste, sentamos do lado deles e começamos a desabafar e eles simplesmente escutam a gente. Podem não dar conselhos, mas não críticam, não falam abobrinhas, apenas escutam e como se tivessem entendido nosso desabafo, eles às vezes lambem nossos rostos, como uma forma de dar uma força para gente.

No momento atual da minha vida, seria bom ter um cãozinho por perto. Me faria um bem danado. Disso não me resta dúvida.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Os poetas nunca morrem



Na mesma semana em que relembrei meu passado através de cartas, ouvi músicas da Legião Urbana.

Devo ter uns três CD's deles e escutei algumas músicas como: Teatro do Vampiro (o melhor de todos), Pais e Filhos, Perfeição, entre outros. Também escutei músicas do Cazuza pela rádio. Não tenho nenhum cd dele, mas mesmo assim, valeu a pena escutar.

Posso dizer que a gente viaja nas letras, lembra de pessoas que foram e que talvez são importantes na nossa vida.

Já ouvi dizer que as letras que Renato Russo escrevia, eram deprimentes. Pode até ser, mas às vezes, precisamos escutar esse tipo de música para refletir na vida.

Foram dois gênios de suas gerações. Não acompanhei a carreira de Cazuza, pois eu era muito novo quando ele faleceu. Também não acompanhei nada do Renato, pois em 1996, o que eu só curtia de música era pagode e esse não era o estilo da Legião.

É impressionante como eles através de suas letras conseguiam hipnotizar as pessoas. Isso são poucos que conseguem, não é para qualquer um.

Perfeição, Que País é esse?, Brasil, entre outras é um tapa na cara da nossa sociedade que em sua maioria é suja.

Daqui duas semanas e meia, vou para a praia com meus amigos de faculdade. Lugar propício para escutar Vento no Litoral, não é mesmo?

Quem nunca escutou Legião Urbana e nem Cazuza, escutem. Vale muito a pena. Você lembra de pessoas, de fatos que aconteceu em sua vida, entre outras coisas.

Renato e Cazuza só morreram de corpo, mas não de alma, assim como Cássia Eller, Elvis Presley, John Lennon, entre tantos músicos.

Vocês aí que ouvem FUNK com letras pornográficas, porque não escutea músicas de qualidade? Afinal de contas, podemos não ter vivido a época dessas pessoas, mas certamente vão tocar seu coração com a letra das músicas que eles escreveram ao longo da vida.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

E não é que ela conseguiu o que queria?



Geyse Arruda, até então ninguém conhecia essa garota. Mas, já vai fazer um ano que de pessoa anônima, se tornou celebridade. E não foi por culpa dela não. Ela apenas se aproveitou da burrada que a Uniban e seus alunos fizeram.

Causar todo aquele reboliço que causaram foi ridículo. Dúvido que ela já não tivesse ido antes com um vestido curto para aula. Dizer que ela estava vestida com uma roupa imprópria para ir na aula, que estava vestida igual a uma puritana, é hipocrisia. Na faculdade aonde estudo, já vi garotas com vestimentas piores que a Geyse e certamente na Uniban, tem alunas que vão vestidas assim. Jogar pedra na garota é no mínimo falta de inteligência.

Nunca saberemos o que aconteceu de fato naquele dia. Há algumas versões, conheço gente que estudava na sala ao lado dela, mas a única verdade colocada na mídia, é que ela provocou os garotos e blá blá blá.

Geyse Arruda se tornou popular. Foi capa de revistas de fofoca, apareceu em programas de tv, participou da A FAZENDA, foi capa da Sexy, lançou sua biografia e muito provavelmente, vai ganhar uma grana da UNIBAN.

Qual será o próximo passo da pessoa em questão? Fazer novela, filme, teatro e por aí vai.

O fato é que a UNIBAN colocou ela nos holofotes da mídia e agora fica dando uma de coitada, querendo todo ano na televisão, mostrar que é uma faculdade séria.